Sobreviver é político

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Um mar de sangue atravessa o país.

 

A onda massacrante de violência declarada, espelhada e autorizada tem assustado mulheres e meninas de uma maneira avassaladora. Isso não é coincidência, é método.

A forma como as coisas têm acontecido demonstram que o avanço da violência contra a mulher no Brasil não é um mero descontrole social, mas parte de uma estrutura antiga que insiste em se modernizar sem reconhecer seu lugar obsoleto e que já não se sustenta sem expor suas próprias ruínas.

A emergência no debate, a intensificação das ações, o grito estrondoso de socorro e todos os esforços empenhados para sanar, não têm parecido suficientes para barrar esse projeto de morte que persegue corpos que ousam existir. 

Existir, por sinal, tem sido perigoso, por isso, revolucionário!

Ousar viver é a bandeira da mulher moderna que desafia todas as incertezas, batalhas e dores. Corpos cortados insistindo em se manter de pé honrando outros tantos corpos tombados, cujas memórias vivas nos convocam a não recuar.

As notícias se repetem sem chocar,

Discursos que relativizam o crime,

A culpa deslocada para a vítima,

Foto: Vânia Trentini

 

Medo como tecnologia de controle,

Medo como instrumento de poder,

A indústria do medo, 

O mercado que cresce,

Violência como dimensão coletiva,

A política do silêncio…

Sobrevivência como ruptura.

É preciso ir mais longe: Sobreviver não é apenas existir! É ter direito à escolha, dignidade, autonomia. Ocupar o mundo sem pedir licença. O direito ao Não!

Reconstruir histórias, retomar trajetórias, recomeçar sempre.

Ainda que nesse campo de incertezas onde o futuro é disputado,

 

O país atravessado pela violência.

As mulheres atravessando o país.

 

A palavra de ordem é ousadia: em doses pequenas, urgentes, indispensáveis: pílula para não morrer.

 

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