O que permanece quando a travessia se encerra

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O que permanece quando a travessia se encerra

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Nem todo fim é um adeus. Às vezes, é apenas um ponto de respiração.
Uma pausa para integrar tudo o que foi vivido, sentido, partilhado.

Hoje, me sento aqui para escrever o último texto da coluna Despertar em mim e confesso que há em mim um misto de gratidão, saudade antecipada e amor. Muito amor.

Essa coluna nasceu como um espaço de escuta, de reencontro e de verdade.
Um lugar onde vozes femininas pudessem se reconhecer, onde cada mulher encontrasse abrigo para as suas perguntas, acolhimento para as suas dores e coragem para os seus próprios recomeços.

Foi através dessas palavras que me conectei a muitas de vocês, que compartilhei não só reflexões, mas pedaços da minha jornada. Em cada texto, entreguei minha história não como manual, mas como espelho. Esperando que, em algum reflexo, você pudesse se ver também.

Falamos sobre a coragem de parar de agradar, sobre o peso invisível de ser forte o tempo todo, sobre o silêncio como morada, sobre o autocuidado como prioridade e sobre o valor de começar mesmo imperfeita. Juntas, cultivamos sementes de autenticidade, de presença e de reconexão.

E agora, ao fechar esse ciclo, levo comigo a certeza de que algo permanece.
Permanece o chamado para que cada mulher se escolha com mais consciência.
Permanece o lembrete de que não precisamos estar prontas para começar, apenas disponíveis para nos escutar.
Permanece a verdade de que soltar também é um ato de amor, e que o autoconhecimento é um caminho sem volta…mas com infinitas oportunidades de voltar para si.

Se eu pudesse deixar uma última imagem, seria esta:
uma mulher de olhos fechados, sentada ao sol da manhã, com a mão sobre o peito e a respiração tranquila. Ela não precisa de respostas agora. Ela só precisa se lembrar de quem é. E isso… já é despertar.

Obrigada por ter caminhado comigo até aqui.
Que nossas jornadas sigam cruzando caminhos de verdade, presença e florescimento.

Com carinho e gratidão profunda,
Iris Daval

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