Quando a Noite Diz Zeferina

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Quando a Noite Diz Zeferina

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Entre o sagrado e o cotidiano, entre feridas e afetos, entre palavras e práticas de liberdade — é nesse território que Zeferina constrói sua caminhada musical. Com o recém-lançado single Quando a Noite Diz Teu Nome, a artista reúne Victor Xamã, Slim Rimografia e Duda Raupp em um encontro raro: um chamado à escuta amorosa, à dança com o medo, à entrega verdadeira.

Na entrevista exclusiva para o blog da Hora do Sabbat, Zeferina nos conduz por sua trajetória, revela o processo criativo do novo lançamento e ainda compartilha o nome de uma mulher da música que ela quer ver brilhar ainda mais no mundo.

O que diria a menina que você foi para a mulher artista que você se tornou?

Obrigada por não desistir.
Mesmo sem entender tudo, você já sabia o caminho. Você sonhou alto, dançou com medo, mas não parou. Hoje, é essa coragem que me sustenta.

Zeferina, sua trajetória musical é atravessada por questões de ancestralidade, território e resistência. Como essas dimensões aparecem na sua arte e no seu modo de viver a música?

Eu escrevo e canto a minha verdade — aquilo que vivo, sinto e me atravessa.
Minha arte vem do que pulsa em mim, do que me conecta com o mundo e com as minhas. Fico feliz quando alguém se reconhece, porque caminhar pela verdade é uma escolha. É nesse atravessamento entre o sagrado e o cotidiano que eu vivo e componho.

Seu novo single “Quando a Noite Diz Teu Nome” une suas palavras às de Victor Xamã e Slim Rimografia, com produção de Duda Raupp. Como foi construir essas músicas a seis mãos e o que você deseja que elas comuniquem para quem escuta com atenção?

Foi um processo fluido e de cura. Cada um chegou com sua entrega verdadeira, somando palavras, vozes e sensibilidades. Esse encontro mostra que conexões reais entre pessoas — independente de território, gênero ou raça — são possíveis e potentes.
Quando a Noite Diz Teu Nome é um convite pra reescrever a forma como vivemos o amor. Ainda é possível amar e se deixar amar com profundidade, mesmo com as feridas que nossos corpos pretos carregam. A inspiração em bell hooks está aí: a gente acredita no amor como prática de liberdade.

🎧 Escute agora o single completo:

Se você pudesse deixar uma mensagem para outras mulheres que estão começando na música agora, o que você diria?

Seja você. Faça primeiro por você.
Se mantenha em movimento e respeite a sua caminhada — no tempo que é seu, com a voz que é sua. Tudo que é verdadeiro encontra caminho.

Zeferina, quem é a mulher da música que você indica para o mundo prestar atenção agora?

No momento, estou ouvindo muito Stefanie MC e seu novo álbum Bunmi.
Já tive o prazer de dividir o palco com ela no lançamento do meu primeiro disco Preta Dourada, e além de admirar a artista, admiro profundamente a pessoa. Stefanie é olho no olho, é de verdade — e isso, hoje em dia, é raro.

Sigo convidando você a acessar o site da Hora do Sabbat, ler os textos das nossas colunistas, escutar os programas e se deixar atravessar.
💜 Escute mulheres.
💜 Leia mulheres.
💜 Compartilhe o que te toca.

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