Geração Z

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Rolo o feed, fecho os apps, mas eles estão por todos os lados:

Blogueirinhas aplicando golpes, influencers fingindo que estão com câncer, crianças sendo sexualizadas diante de todos, tudo em troca de likes.

São sempre as mesmas caras, os mesmos corpos:

bocas de pato, dentes de piano, cílios de vassoura, bombados sem saúde, perfeição sem autoestima.

Mortes precoces por procedimentos desnecessários.

Temos contatinhos demais e corações partidos.

Foto: Anna Shvets – Pexels

Viramos vitrines humanas, padrões forjados, com vidas montadas.

Mas, por dentro, estamos depressivos e ansiosos.

Por todos os lados, cantores sem voz, autotune no máximo, músicas tão ruins e repetitivas que vencem pelo cansaço.

Artistas sem amor pela arte, correndo atrás das trends, medrosos e sem personalidade.

São simplesmente mais do mesmo, a cópia da cópia.

Nos vídeos, herdeiros ostentando dinheiro, enquanto ensinam o pobre a perder os R$1.500 de salário nas bets.

A maioria é famosa, mas ninguém sabe o motivo.

E nas entrevistas? Assuntos super relevantes:

“Qual a sua posição preferida na cama?”.

Gente sem talento, que se mantém em destaque simplesmente jogando suas intimidades na tela.

Alguns fazem filhos só pra monetizar, mas quem cria é a babá.

Porque, no fim, o que importa é seguir a tendência do momento.

Nas escolas, red pills, incels, jovens que não conhecem o mundo além do quarto.

Somos uma geração sem senso crítico, autocentrada e emocionalmente limitada.

Mentimos para nós mesmos o tempo todo e performar se tornou mais importante do que viver.

Crescemos com pais esgotados e fomos criados pelos computadores e celulares que eles nos deram.

Somos a geração que aprendeu que ter lazer e consumir cultura é rolar feeds e assistir stories de subcelebridades inúteis, enquanto ignoramos o fato de que cinemas, livros e festivais se tornam cada vez mais caros e distantes da nossa realidade.

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