No último fim de semana (28 a 30 de março), São Paulo recebeu a 12a edição do festival Lollapalooza Brasil, que contou com a presença de cantores internacionais e nacionais. Entre eles, um nome chamou atenção: Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. No fim, mais que um título diferente, Sophia mostrou um talento fora do comum.
Crédito: Música Instantânea
Quem é Sophia e por que Uma Enorme Perda de Tempo?
Sophia Chablau é uma jovem paulistana formada em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP), mas que sempre quis seguir uma carreira musical. Em 2019, a cantora tinha um show solo para apresentar, mas precisava de alguém que tocasse instrumentos para compor a performance. Então, convidou Téo Serson, Theo Cecata e Vicente Tassara para embarcarem nessa missão.
O nome “Uma Enorme Perda de Tempo” surge justamente desse início. Era uma banda de um show só, queriam tocar um rock melodramático, e isso era “maior perda de tempo”. A banda seria, então, um espaço para ter ócio criativo, a produtividade na improdutividade, algo apenas para passar o tempo.

Crédito: Helena Ramos (Divulgação)
Uma trajetória de sucesso
Em 2021, o grupo lançou seu disco de estreia homônimo pelo selo RISCO, selo fonográfico independente, com produção da Ana Frango Elétrico. O álbum foi um sucesso pela crítica e a banda foi indicada a Artista Revelação daquele ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
Dois anos depois, lançaram seu segundo disco “Música de Esquecimento”, narrando aventuras familiares, amorosas, sexuais, intelectuais e estéticas e garantindo uma turnê em 25 cidades brasileiras e 5 países europeus. Indicado ao prêmio Multishow na categoria Rock do Ano, “Música de Esquecimento” garantiu a alegria do público do Lollapalooza 2025 e provou que Sophia Chablau e sua banda podem ser tudo, menos uma perda de tempo.
Confira o vídeo com álbum completo

Maria do Valle é Jornalista e Hoteleira em formação. Apaixonada por shows, eventos, música, entretenimento e arte, está sempre engajada e antenada no que acontece por aí e ama repassar o que descobre e escreve semanalmente a coluna Ressonância Cultural para o Hora do Sabbat.
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