O chão que foge dos pés
O céu que foge do chão
O massacre do corpo
A exaustão da esperança
Nenhum pio – canta a bala
Na terra tinta cor de brasa
O aboio é das almas
O aço segue rasgando o chão
Mais uma vala – mais um grão
Grão da América semente cravada de sangue
Mãe
Renova o gesto de guerra da guerra que nunca para
Mãe
Terra arada na dor marcada em seu rosto
Mãe
Pele vermelha, pele preta
Unha na carne, água e sangue
Mãe
Carne e osso, água e sangue
Uirapuru
Uirapuru